domingo, 5 de fevereiro de 2012

Cantigas de Roda

Cantigas de Roda - Letras

1. Marcha Soldado 

Marcha Soldado
Cabeça de Papel
Se não marchar direito
Vai preso pro quartel
O quartel pegou fogo
A polícia deu sinal
Acode, acode, acode
A bandeira nacional

Brasil, Brasil...


 2. Pirulito que Bate Bate

Pirulito que bate bate
Pirulito que já bateu
Quem gosta de mim é ela
Quem gosta dela sou eu


3. O Cravo e a Rosa

O Cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada
O Cravo ficou ferido
E a Rosa despedaçada

O Cravo ficou doente
A Rosa foi visitar
O Cravo teve um desmaio
E a Rosa pôs-se a chorar



4. Ciranda Cirandinha



Ciranda Cirandinha
Vamos todos cirandar
Vamos dar a meia volta
Volta e meia vamos dar

O Anel que tu me destes
Era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou



5. Se essa rua fosse minha

Se essa rua, se essa rua fosse minha
Eu mandava, eu mandava ladrilhar
Com perdrinhas, com pedrinhas de brilhante
Só pro meu, só pro meu amor passar

Nesta rua, nesta rua, tem um bosque


Que se chama, que se chama Solidão
Dentro dele, dentro dele mora um anjo
Que roubou, que roubou meu coração
Se eu roubei, se eu roubei seu coração
É porque tu roubastes o meu também
Se eu roubei, se eu roubei teu coração
É porque, é porque te quero bem





6. Escravos de Jó

Escravos de Jó jogavam caxangá
Tira, bota deixa o Zé Pereira ficar

Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue za




sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Ajudante do Dia


Janelinha do Tempo



Aniversariantes





Mensagem

O NÓ DO AFETO

Em uma reunião de Pais, numa escola da periferia, a diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos. Pedia-Ihes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível.

Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhasse fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar a entender as crianças.

Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou a explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana.

Quando ele saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo. Quando ele voltava do serviço era muito tarde e o garoto não estava mais acordado.

Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família. Mas ele contou, também, que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho a que tentava se redimir indo beijá?lo todas as noites quando chegava em casa.

E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria.

Isso acontecia, religiosamente, todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado.

O nó era o meio de comunicação entre eles.

A diretora ficou emocionada com aquela história singela e emocionante.

E ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.

O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de um pai ou uma mãe se fazerem presentes, de se comunicarem com o filho. Aquele pai encontrou a sua, simples, mas eficiente.

E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.

Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento.

Simples gestos como um beijo a um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais que presentes ou desculpas vazias.

É válido que nos preocupemos com nossos filhos, mas é importante que eles saibam, que eles sintam isso.

Para que haja a comunicação, é preciso que os filhos "ouçam" a linguagem do nosso coração, pois em matéria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras.

É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o ciúme do bebê que roubou o colo, o medo do escuro.

A criança pode não entender o significado de muitas palavras, mas sabe registrar um gesto de amor.

Mesmo que esse gesto seja apenas um nó. Um nó cheio de afeto e carinho.

E você? Já deu algum nó afetivo no lençol do seu filho hoje?



Obs.: Recebi esse texto em uma reunião de pais. Desconheço o autor.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Mensagem

QUANDO ME AMEI DE VERDADE

(Charles Chaplin)

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.


Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é... Autenticidade.


Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.


Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.


Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.


Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é...Simplicidade.


Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.


Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.


Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!


Mensagem

INSTANTES

"Se eu pudesse viver novamente a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido, na verdade,
bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico.
Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvetes e menos lentilhas,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.

Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente
cada minuto de sua vida. Claro que tive momentos de alegria.
Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos.
Porque, se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos,
não percam o agora.

Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro,
uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas.
Se eu voltasse a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço
no começo da primavera, e continuaria assim até o fim do outono.

Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres
e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vida pela frente.
Mas já viram, tenho 85 anos
e sei que estou morrendo."


 

(Jorge Luis Borges , 1986, Suíça.)


Mensagem

As três peneiras


Olavo foi transferido de departamento. Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo Chefe, saiu-se com esta:

- Chefe! O senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva! Disseram que ele…
Nem chegou a terminar a frase e o Chefe perguntou:

- Espere um pouco, Olavo! O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?

- Peneiras? Que peneiras, Chefe?

- A primeira peneira, Olavo, é a da Verdade. Você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro?

- Não, não tenho. Como posso saber? O que sei foi que me contaram. Mas eu acho que…

E, novamente, Olavo é interrompido pelo chefe.

- Então sua história já vazou a primeira peneira! Vamos então para a segunda peneira que é da Bondade. O que vai me contar, gostaria que outros também dissessem a seu respeito?

- Claro que não! Deus me livre, chefe! - diz Olavo, assustado.

- Então, continua o Chefe,   sua história já vazou a segunda peneira. Vamos ver a terceira peneira que é da Necessidade. Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante?

- Não, Chefe. Passando pelo crivo dessas peneiras vi que não sobrou nada do que eu iria contar - fala Olavo, surpreendido.

- Pois é, Olavo! Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras? - Diz o Chefe sorrindo e continua: da próxima vez em que surgir um boato por aí submeta-o ao crivo dessas três peneiras: Verdade - Bondade - Necessidade, antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante, porque:


Pessoas inteligentes falam sobre ideias. Pessoas comuns falam sobre coisas. Pessoas medíocres falam sobre pessoas.



Obs.: Recebi esse texto em uma capacitação que participei. Desconheço o autor.

Mensagem

Estimulante Pedagógico

 Leia com atenção antes de usar

Apresentação


Embalagem repleta de criatividade e carinho.


Composição

Os comprimidos contêm todas as virtudes que formam o “ESTIMULANTE PEDAGÓGICO”: amor, humildade, alegria, criatividade, inspiração, energia, visão, paixão, garra, persistência, dedicação, integração.


Informações ao Paciente


Pra todas as experiências que passamos e por tudo que temos estudado. É comprovado, não há dúvida que “ESTIMULANTE PEDAGÓGICO” é o remédio ideal para qualquer tipo de crise.

Ele é o caminho certo para quem busca a perfeição em cada detalhe, de corpo e de espírito. Também não se pode desistir ou se render diante dos obstáculos do caminho, nem por um minuto.

Jamais permita que plantem em você a semente da negatividade. Se tentarem, tome uma dose dobrada do “ESTIMULANTE PEDAGÓGICO”.


Efeitos Colaterais


Desde as primeiras doses, o “ESTIMULANTE PEDAGÓGICO” é capaz de trazer benefícios. O paciente logo de imediato consegue encontrar o equilíbrio necessário para identificar e encarar seu problema. A continuidade do tratamento traz mudanças na maneira de ser e de viver do paciente. Todas as experiências relatam que os pacientes demonstram, em pouco tempo de tratamento, bom humor, boa disposição, espírito solidário, raciocínio crítico, autoconfiança, complacência, humildade. Também passam a encarar a vida de uma maneira mais profunda o que permite ao paciente abrir o peito para enfrentar os novos desafios.


Indicações


Nos estados de depressão, apatia, desinteresse, pessimismo, falta de motivação, baixa autoestima, descontrole emocional. Recomenda-se especialmente para pessoas que desistiram de sonhar ou para as que desistiram de si próprias. Ótimo também para quem não consegue compreender e amar o seu próximo, quem tem orgulho e o preconceito enraizado no coração, quem não consegue conviver em comunidade.

O “ESTIMULANTE PEDAGÓGICO” é recomendado em todos os estágios das moléstias do espírito e nossas pesquisas comprovam o sucesso absoluto do tratamento.


Contraindicações


Nem a mais avançada ciência é capaz de apontar uma só contraindicação para o amor, a positividade e a energia.


Precauções


Mantenha este medicamento ao alcance de todas as pessoas, para que elas também possam ser contagiadas pelo “ESTIMULANTE PEDAGÓGICO” e, assim, também possam utilizar todo o seu potencial na realização de seus sonhos. Mantenha, também, ao alcance de todas as crianças. Quanto mais cedo se iniciar esse tratamento, melhor.

Não há prazo determinado de validade. “ESTIMULANTE PEDAGÓGICO” deve ser utilizado para toda vida, sem qualquer risco para a saúde do usuário. Pode ser utilizado sem o conhecimento do seu médico.


Posologia e Modo de Usar


Adultos – 1 comprimido por dia, ao acordar ou, se preferir, tomar todos os comprimidos em dose única! O resultado será surpreendente!

Crianças – O tratamento deverá ser iniciado pelos pais, que cientes dos benefícios do “ESTIMULANTE PEDAGÓGICO” devem demonstrar em casa, junto a seus familiares, todas as transformações alcançadas. Muito sorriso, muito carinho, muita paciência e estímulo constante aos seus sonhos e criatividades fazem parte do tratamento.

Depois de contagiadas pelo enorme bem estar do medicamento, elas mesmas buscarão a dose de que necessitam para um crescimento saudável.


Obs.: Recebi esse texto numa reunião pedagógica. Desconheço o autor.

Mensagem

Considerações do Dr. Içami Tiba acerca da Educação de crianças e adolescentes



1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar alguém com internet, som, tv, etc.

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. Confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai disse que não ganhará doce, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

7. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

8. Temos que produzir o máximo que podemos, pois na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio. Não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

9. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente, pois aquela informação, de que droga faz mal, não está gerando conhecimento.

10. A gravidez é um sucesso biológico, e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

11. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para da droga fazer uso. A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.

12. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

13. Homem não gosta quando a mulher vem perguntar: 'E aí, como foi o seu dia?'. O dia, para o homem, já foi, e ele só falará se tiver alguma coisa relevante. Não quer relembrar todos os fatos do dia...

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias.Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se desistir ou for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.

18. Mães, muitas são loucas. Devem ser tratadas. (palavras dele).

19. Se a mãe engolir sapos do filho, a sociedade terá que engolir os dele.

20. Videogames são um perigo. Os pais têm que explicar como é a realidade. Na vida real, não existem 'vidas', e sim umaúnica vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

21. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

22. Pai não pode explorar o filho por uma inabilidade que o próprio pai tenha. 'Filho, digite tudo isso aqui pra mim porque não sei ligar o computador'. O filho tem que ensiná-lo para aprender a ser líder. Se o filho ensina o líder (pai), então ele também será um líder. Pai tem que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível o pai pagar para falar com o filho que mora longe.

23. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

24. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

25. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que saber qual é o consumo (kwh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto que isso (seus supostos luxos) incrementará ao gasto final.

26. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Tem que controlar e ensinar a gastar.


Obs.: Palestra ministrada pelo Dr. Içami Tiba, Psiquiatra, em Curitiba, 23/07/08.
Médico pela Faculdade de Medicina da USP. Psiquiatra pelo Hospital das Clínicas da FMUSPProfessor-Supervisor de Psicodrama de Adolescentes pela Federação Brasileira de Psicodrama.
Membro da Equipe Técnica da Associação Parceria Contra Drogas - APCD

Mensagem

Concepção do Homem
"O Homem como centro do Universo"
Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a encontrar meios de minorá-los. Passava dias e dias trancado em seu laboratório, em busca de respostas para suas dúvidas, tentando a todo custo conseguir criar fórmulas e instrumentos que o ajudassem a consertar o mundo.
Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu “santuário”, decidido a ajuda-lo a trabalhar. O cientista, nervoso pela interrupção, tentou que o filho fosse brincar em outro local:
- Meu filho, aqui não existe nada para você fazer. Vá procurar seus amigos para brincar de qualquer coisa!
O garoto não desistiu:
- Não quero brincar, eu quero ajudar você a consertar qualquer coisa!
Vendo que seria impossível demovê-lo da ideia, o pai começou a folhear uma revista que encontrou por perto, procurando algo que pudesse ser oferecido ao filho como objeto da sua atenção, por um período que fosse o mais longo possível. De repente, deparou com um mapa do mundo e achou o que procurava.
- Você gosta de quebra-cabeça? – perguntou ao filho. – Então vou lhe dar o mundo pra você consertar.
Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mundo em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva transparente, entregou ao filho dizendo:
- Aqui está o mundo todo quebrado. Veja se consegue consertar bem direitinho e me entregue somente quando estiver pronto. Faça tudo sozinho.
Calculou que a criança levaria dias, se não desistisse, para conseguir recompor o mapa. Na realidade, ele acreditava que a criança levaria algum tempo tentando e desistiria, por certo, indo procurar um brinquedo mais atraente em outro lugar.
Passadas algumas horas, duas ou três no máximo, ouviu a voz do filho que o chamava calmamente:
- Pai! ... Pai! ...
Levantou os olhos e disse:
- Filho você deveria estar tentando consertar o mundo!
- Mas eu fiz tudo. Já consegui terminar tudinho! – respondeu o menino.
A princípio o pai não deu crédito às palavras do filho; seria humanamente impossível, na sua idade, ter conseguido recompor um mapa que, seguramente, jamais havia visto inteiro em detalhes.
- Já lhe disse para fazer seu trabalho e me deixar trabalhar sossegado. Não disse? – respondeu um tanto irritado.
- Mas eu fiz, já fiz tudo, pai! Veja você mesmo!
- Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações, certo de que iria ver um trabalho “digno de uma criança de sete anos”. Para sua surpresa o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido colados nos seus devidos lugares.
- Eu já lhe disse que era para fazer seu trabalho sozinho. Ninguém deveria lhe ajudar a consertar o mundo! – falou já zangado pela interrupção.
- Mas pai, eu fiz sozinho... – tentava se fazer ouvir a criança.
- Não minta que é pior!
- Não estou mentindo, meu pai! Não estou mentindo!
- Como seria possível...? Como você seria capaz? Você não sabe como era o mundo, você não poderia consertar o mundo! – respondeu irritado.
- Pai, está certo. Vou lhe contar como foi. Eu não sabia como era o mundo, mas, quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado do mundo havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo quebrado para consertar, eu tentei, mas não conseguia. Foi aí que eu me lembrei do homem. Virei os recortes e comecei a consertar o homem, que sabia como era: quando eu consegui consertar o homem, virei a folha e vi que havia consertado o mundo.

Obs.: Trabalhei esse texto na Universidade. Desconheço o autor.