domingo, 22 de dezembro de 2013

Tirar Férias

TIRAR FÉRIAS

A noção de férias está ligada a figuras de viagem, esporte, aplicações intensivas do corpo; quase nada a descanso.

As pessoas executam durante esse intervalo aquilo que não puderam fazer ao longo do ano; fazem "mais" alguma coisa, de sorte que não há férias, no sentido religioso e romano de suspensão de atividades. Matutando nisso, resolvi tirar férias e gozá-las como devem ser gozadas: sem esforço para torná-las amenas. A idéia de viagem foi expulsa do programa: é das iniciativas mais comprometedoras e tresloucadas que poderia tomar o trabalhador vacante. As viagens ou não existem, como é próprio da era do jato, em que somos transportados em velocidade superior à do nosso poder de percepção e de ruminação de impressões, ou existem demais como burocracia de passaporte, filas, falta de vaga em hotel, atrasos, moeda aviltada, alfândega, pneu estourado no ermo, que mais? Quanto à prática de esportes, sempre julguei de boa política deixá-la entregue a personalidades como Éder Jofre, Maria Ester Bueno ou Pelé, que dão o máximo. A performance desses ases satisfaz plenamente, e não seria eu num mês de férias que iria igualá-los ou sequer realçá-los pelo contraste. Bem sei que o esporte vale por si, não pelos campeonatos; mas também, como passatempo, carece de sentido. Pescar, caçar pequenos bichos da mata? Nunca. Se esporte e morte acabam pelo mesmo som, para mim nunca rimaram. Havia também os trabalhos, os famosos trabalhos que a gente deixa para quando repousar dos trabalhos comuns. Organizar originais de um livro. Escrever uma página de sustância (está pronta na cabeça, falta só botar o papel na máquina!). Pesquisar em arquivos. Arrumar papéis. Mudar os móveis de lugar. E os deveres adiados, tipo "visitar o primo reumático de Del Castilho". A idéia de conhecer o Rio, conhecer mesmo, que nos namora há 20 anos: tomar bondes esdrúxulos, subir morros, descobrir lagoas de madrugada. Por último, o sonho colorido dos gulosos, sacrificados durante o ano: comer desbragadamente pratos extraordinários, sem noção de tempo, saúde, dinheiro. Tudo aboli e fiz a experiência das férias propriamente ditas, que, como eliminação das atividades ordinárias e exteriores, pode parecer estado contemplativo ou exercício de ioga. Não é nada disso. Exatamente porque abrem mão de tudo, as boas férias não devem tender à concentração espiritual nem à contenção da vontade. São antes um deixar-se estar, sem petrificação. Levantar se mais tarde? Se não fizer calor; um direito nem sempre é um prazer. Ir ao Arpoador? Se ele nos chama realmente, não porque a manhã e a água estão livres. O mesmo quanto a diversões, muitas vezes menos divertidas do que a noção que temos delas.

Divertir-se é desviar-se, e não convém que nos desviemos das férias, enchendo o tempo com programas de férias. Deixemos que ele passe, sutil; não o ajudemos a passar. Há uma doçura imprevista em sentir-se flutuar na correnteza das horas, em sentir-se folha, reflexo, coisa levada; coisa que se sabe tal, coisa sabida mas preguiçosa. Se me pedirem para contar o que fiz afinal nestas férias, direi lealmente: ignoro. Aos convites disse não, alegando estar em férias, alegação tão forte como a de estar ocupadíssimo. O pensamento errou entre mil avenidas, não se deteve em nenhuma; cada dia amadureceu e caiu como um fruto. Nada aconteceu? O não acontecimento é a essência das férias. E agora, é trabalhar duro onze meses para merecer as inofensivas e deliciosas férias do não.

(Carlos Drummond de Andrade)


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Dia dos Mestres


Parabéns a todos os Professores!


Esse ano foi um ano diferente. 

Um ano de lutas.
Um ano que dissemos um basta à forma como a Educação vem sendo tratada por nossos governantes.
Unimos forças. Juntamos-nos. Fomos às ruas.
Passeatas. Manifestações. Atos.
Muitas vezes ficamos sem comer. Ou comemos algumas “porcarias” no caminho. 
Banheiro? Artigo de luxo.
Mas encontramos colegas que há tempos não víamos.
Conhecemos colegas novos.
E encontramos colegas que nem sabíamos que eram colegas.
Cantamos.
Lutamos.
Perdemos.
Sofremos.
Choramos.
Lutamos.
Vencemos.
Alegramo-nos.
Sorrimos.
Lutamos.
E pelegamos. Sim. Nem todos são fortes o suficiente. Eu também não o sou. 

Mais uma vez reafirmo: esse ano foi um ano diferente.

E o Dia dos Mestres também será diferente.

Nós seremos diferentes.

A LUTA CONTINUA!

(Valéria Sant’ Anna)


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O Poder das Palavras





Vi esse vídeo em minha pós. Adorei e pesquisei-o para poder compartilhar com vocês. Espero que gostem! Eu achei lindo!


domingo, 1 de setembro de 2013

Família do Z




Obs.: Atividades pesquisadas na web.

Família do Y



Obs.: Atividades pesquisadas na web.

Família do X




Obs.: Atividades pesquisadas na Web.

Família do W



Obs.: Atividades pesquisadas na web.

Família do V







Obs.: Atividades pesquisadas na web.

Família do T







Obs.: Atividades pesquisadas na web.

Família do S







Obs.: Atividades pesquisadas na web.

Família do R







Obs.: Atividades pesquisadas na web.

Família do Q




Obs.: Atividades pesquisadas na web.

Família do P












Obs.: atividades pesquisadas na web.